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CARTA MAGNA DOS DIREITOS E DEVERES DIVINOS DO HOMEM
CRYS
Todo cristão é, pela fé em Jesus Cristo, declarado
cidadão do Paraíso da vida eterna. Por meio dessa declaração divina, cada
cidadão participa dos direitos naturais que pertencem a quem é filho de Deus,
nosso Criador. Formados à imagem e semelhança do Filho de Deus, nosso Jesus
Cristo, nosso direito de desfrutar plenamente das maravilhas de Seu Mundo é
natural para aqueles que, amados por Seu Pai, têm todo o Seu Reino à sua frente
para desfrutar de suas maravilhas e gozar do espírito da Liberdade em toda a sua
potência e virtude. O amor ao nosso Criador é eterno; nossa Alma é o espelho no
qual Sua Personalidade e Seu Amor pela Criação ganham vida, e essa vida é à
imagem e semelhança de Seu Filho Primogênito, cuja Personalidade vemos viva na
História dos Evangelhos, de forma espiritual, e nos servos de Cristo em sua
forma viva e presente. A imortalidade vive na natureza da alma, elevada pelo
Criador do Universo à vida eterna à imagem e semelhança da vida divina, de modo
que, tendo sido investida da indestrutibilidade natural de seu Criador, sua
destruição escapa dos braços da morte, exatamente como testemunhamos na
Ressurreição de Jesus por seus Discípulos, Testemunhas de sua glória, cujo
Testemunho foi selado com a Prova mais poderosa que o ser humano pode oferecer
aos seus semelhantes perante o Tribunal da História e da Vida: seu sangue, em
virtude do qual todos nós vivemos. Daí se vê a natureza da Igreja Católica, na
qual o Testemunho do Espírito Santo vive no Sacerdote, gerado à imagem e
semelhança de Cristo Jesus, “Jesus Cristo, Sumo Pontífice Universal”, o Único Servo cuja Presença perante o Senhor Deus
Yavé se mantém, não apenas de pé, mas ao seu lado, pois aquele que é Servo é
também Filho. Daí que todo filho de Deus herde o Direito e o Dever naturais;
sendo ele Criação de Deus, é gerado no seio dessa Criação para desfrutar dos
direitos naturais de um filho e dos deveres igualmente divinos que decorrem do
Ser de filhos de Deus. De modo que a
glória do Criador, na qual nos regozijamos e crescemos admirando seu Mundo no
Ser daquele que nos torna participantes de suas Maravilhas a partir do
Conhecimento da Onisciência e do Poder Infinitos de seu Pai, é, ao mesmo tempo,
a origem de nosso Dever como Cidadãos de Seu Reino. Pois toda civilização
possui uma estrutura social cujos fundamentos, estrutura e poder têm como
sentido a felicidade de todas as nações que vivem segundo a Lei de seu
Fundador; e, vivendo em nós a natureza da alma que nos foi dada — morada do
espírito da inteligência natural para o espírito de nosso Criador —, vivemos do
fruto desta Árvore da Vida: a Liberdade, sem a qual não podemos compreender
nossa existência.
Assim, fica claro que nosso comportamento aqui na Terra
revela o comportamento que cada um apresentará no Paraíso da vida eterna.
Compreende-se que aquele que é Senhor de sua Casa tem o Poder de abrir e fechar
a Porta para quem ele julgar bom ou mau,
de acordo com sua Justiça. A hipocrisia de quem esconde, por trás de um
“Senhor, Senhor!”, a natureza de seus delitos — invisíveis aos seus
semelhantes, mas visíveis àquele que é Deus. Aquele que tem o Poder de absolver
de um delito um servo, um cidadão de seu Reino, faz isso tendo em vista seu
Dever de Rei de impedir que a Paz e a Liberdade em seu Reino sejam jamais
violadas por hipócritas. O que significa que nossa Responsabilidade como
Cidadãos de Seu Reino começa aqui na Terra. Pelo Direito de filhos de Deus,
temos a plena liberdade de quem tem tudo em Seu Pai, conforme nos foi deixado
escrito em Seu testamento: “Tudo o que é do Pai é meu; por isso , eu vos disse
que Ele tomará do que é meu e vos dará a conhecer”. De fato, assim como Deus
Filho possui tudo o que Deus Pai possui, todos os filhos de Deus o possuímos em
Deus Filho. Daí o crime de rebelião daqueles que afastaram o Filho de Deus e
declararam não precisar do Filho para se aproximarem de Deus, seu Pai; crime
que mereceu o Castigo, a Destruição da Igreja de Bizâncio, devido ao fato de
que, acreditando-se iguais, se não
superiores, ao Sumo Sacerdote Universal,
Cristo Jesus, se proclamaram dignos de se apresentar perante o Deus dos deuses
e Criador do Universo com o mesmo Direito que o Deus Filho. É no Amor, e não no
Orgulho, que reside a Vida do Homem. Pois que homem ousaria se comparar ao seu
Criador? Não foi por acaso esse Orgulho a causa da ruína eterna daquele filho
de Deus que ousou se colocar no mesmo nível do Senhor do Infinito e da Eternidade,
desafiando para a guerra o Espírito Santo do Rei do Paraíso, seu Filho Amado,
Nosso Jesus Cristo? A declaração de Jesus foi clara: “Se eu não for, não vos
enviarei o Espírito Santo”. Daí volto à declaração anterior: “Tudo tendes em
Deus Filho, assim como Deus Filho tem tudo em Deus Pai”, e quem acreditar que
pode acessar Deus Pai afastando Deus Filho, a porta
que se abre é a porta de Satanás, e essa porta conduz ao inferno. “Pedi e vos
será dado”; é a Ele, Deus Filho, que o Homem deve invocar para que se abra a
Porta da Inteligência, na qual residem todos os tesouros da Sabedoria e da
Onisciência Divina.
Assim, sendo
imortal a nossa Alma, nossa vida na Eternidade começa aqui na Terra; do nosso
comportamento aqui na Terra depende o Futuro das gerações que deverão manter
aceso o Fogo do Amor ao nosso Criador. Se não tivéssemos esse Modelo de Filho,
por amor ao qual Deus nos dá tudo, todos os filhos de Deus estaríamos perdidos
diante daquele que, tendo criado um Novo Cosmos, assentou seu Mundo sobre a
Rocha Indestrutível de sua Personalidade. Os Antigos viram nessa Personalidade
de Nosso Criador um Deus diante do qual se ajoelhar como quem se ajoelha diante
do Terror. Deus Filho tornou-se Homem para nos apresentar a Deus Pai, e ao
vê-Lo como Homem, exclamou: “Deus é Amor”.
Declaração de Princípios
Antes do Concílio de Nicéia, celebrado em 325 de nossa
Era Cristã, concílio no qual a Igreja Católica adotou o título de Romana em
resposta ao arianismo, título no qual o protestantismo anglicano não quis ver
mais do que a onipresença do Sucessor de São Pedro, agindo assim o protestantismo
anglicano à maneira de uma religião sectária, exigindo uma ruptura esquizoide, irreversível e incontestável contra a Memória Histórica da Nação —
exigência que a História Universal viu se concretizar no processo de expansão
do Islã, cuja conversão determinou a demonização de todo o passado do povo
submetido a ferro e fogo ao Alcorão, e porque era necessário que o Catolicismo Jesuscristão erguesse uma barreira visível entre a Igreja
Apostólica e aquele arianismo que negava o Dogma da Trindade e,
consequentemente, a Divindade do FILHO; até o advento do referido Concílio
Universal de 325 d.C.: a Declaração de Fé, sob pena de morte, professada por
todas as igrejas, pode ser resumida nas seguintes palavras:
“YAVÉ DEUS é o Senhor dos exércitos das Sagradas
Escrituras dos hebreus, o Deus dos deuses do patriarca Abraão, do profeta
Moisés e do rei Davi:
YAVÉ DEUS é o PAI de JESUS CRISTO, o Autor Intelectual da
Bíblia e Pai da Igreja Católica Romana:
de modo que quem não acredita na Igreja Católica Romana
não acredita em Jesus Cristo, seu Esposo e Senhor, e quem não acredita em Jesus
Cristo não acredita em seu Pai, YAVÉ DEUS.”
Esta Confissão separa a Vida da Morte. Quem crê, mesmo
que morra, viverá para sempre; quem não crê será submetido a julgamento diante
daquele em quem não creu.
Pelo sangue do Rebanho de Deus, esta Confissão foi selada
diante da História Universal para que quem a ler, pelo Testemunho dos Apóstolos
e dos Santos, creia.
Assim, pela Revelação, não pela Razão; pela Sabedoria,
não pela Ciência; não pelas filosofias, mas pelos Atos e Palavras dos Apóstolos,
descobrimos que YAVÉ DEUS é PAI; seu FILHO Primogênito chama-se JESUS CRISTO. E
é sobre esse FILHO que se escreve e se lê:
“Deus de Deus, gerado da Natureza Incriada de Deus. Tu,
Deus, Jesus Cristo, Filho Unigênito de YAVÉ, DEUS PAI!”.
Este Unigênito-Primogênito de Deus foi quem se fez homem
e nasceu em Belém de Judá durante o império de César Otávio Augusto, no final do reinado de Herodes Ben Antípater,
no primeiro ano do Século de Cristo.
Este JESUS, Filho Unigênito de Deus, veio ao mundo para
adquirir nossa Salvação e Redenção ao preço do sangue de CRISTO.
Esse Redentor, enquanto esteve no mundo, nos revelou o
Homem que, no Princípio, Deus criou à Sua Imagem e Semelhança. Esse Homem é
Cristo. E esse Homem está em nós.
Esse Homem é aquele que confessa, com o coração
transbordando de eternidade e o espírito aberto ao infinito, que o Primogênito
de Deus, Jesus, o Cristo, é o Modelo eterno à cuja Imagem e Semelhança Deus
criou o Homem.
Aquele Jesus que veio ao mundo para nos oferecer a vida
eterna, esse Jesus é o Filho Unigênito de Deus, incriado, não criado, princípio
e fim da Criação, alfa e ômega da atividade Divina, o primeiro e o último de
sua Natureza: Deus Filho Unigênito, nosso Rei e Senhor, nosso Mestre e
Salvador.
Com relação a essa fé, cumpre-se a Palavra de Deus, que
diz: “O justo viverá da fé”.
Essa confissão, tão simples e elementar quanto possível,
essa declaração elementar e simples de fé, assim como hoje ainda custa a vida a
muitos homens e mulheres na África e na Ásia, também antigamente, antes de
Nicéia, significou a morte de todos aqueles que acreditavam que Jesus Cristo é
Deus Filho.
Nós, hoje, independentemente da reação de quem a ouve ou
a escute, continuamos a confessar a Declaração Universal que toda a Criação
confessa com a boca e vive com o coração:
Artigo Primeiro: Deus é Amor
Deus, voluntária e livremente, movido pelo Amor a seu
Filho, transformou sua Criação em um Único Reino Universal Eterno, cuja Coroa
reside na Cabeça de Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus Pai, por meio de quem
o Trono de seu Filho se torna Onipotente, Onipotente e Onisciente; Glória da
qual participam aqueles que herdaram com Ele o Reino de YAVÉ DEUS, Criador dos
Céus e da Terra, de tudo o que é visível e invisível, criador da Luz e das Trevas
que cobrem o Abismo.
Este Espírito que vive no PAI e no FILHO encarnou-se,
tornou-se Homem e, descendo do Filho na forma de línguas de fogo, gerou ao
Espírito Santo um Corpo de Glória: para o Bem e a Salvação da plenitude das
Nações de sua Criação. Este Corpo Santo, co-herdeiro do Reino de Deus, cuja
Cabeça é o FILHO, foi gerado por YAVÉ DEUS para estar, por toda a eternidade,
presente no meio dos povos que preenchem seu Paraíso, manter a Verdade viva
para sempre e ser o Jardineiro que lavra a terra de seu Senhor, tornando
impossível um rebroto da Semente do Conhecimento do Bem e do Mal, pois diante
do Espírito de Deus nada pode ser escondido nem permanecer oculto.
De fato, nenhuma outra força além do Amor à Vida está na
origem do impulso que levou Deus a Criar este Reino Eterno, espaço onde a
Plenitude das Nações de sua Criação compartilham uma mesma Vida e se relacionam
com seu Criador à luz do Amor à sua Infinita Sabedoria.
A doutrina do protestantismo anglicano, de corte
calvinista, que equipara o DEUS YAHVÉ a um Ser Todo-Poderoso que dirige a
Ciência do Bem e do Mal à sua vontade, é, assim como o arianismo em sua época,
uma negação da Teologia de Jesus Cristo dos Padres do Concílio de Nicéia, e,
consequentemente, foi inimiga do Espírito Santo, que, pela boca de seus filhos,
disse: “Deus é Amor”.
Ora, o que há de mais contrário ao Amor à Vida do que um
Deus maléfico, criador de mundos com o único propósito de passar a Eternidade
matando o tempo no Jogo Apocalíptico da Salvação? O calvinismo anglicano,
baseando sua defesa na impossibilidade de uma criatura se opor ao Desígnio de
seu Criador, absolveu o Diabo de ser o autor intelectual da Queda.
Artigo Segundo: Deus é Pai
A Sabedoria de Deus Pai é a fonte da qual emana a
Constituição do Reino de seu Filho; Constituição pela qual todas as
civilizações dos povos da Criação se regem, e a plenitude de suas nações se
articula.
Essa Constituição Universal tem na Paternidade Divina sua
Origem e seu Princípio. A partir dessa Paternidade e por meio dela, Deus
legisla a partir de sua Onisciência e julga a partir de sua Presciência, tendo
a Verdade como princípio, meio e fim de sua ação.
Filhos de Deus, cidadãos de Seu Reino, corremos
espontaneamente em direção a Ele e nos lançamos em Seus braços, clamando com
todo o nosso ser: “Pai Nosso”! E porque todos os cidadãos do Reino do Filho de
Deus participamos dessa filiação, o espírito da Fraternidade rege as relações
entre todos os povos e nações que vivemos em Seu Reino.
É por esse Espírito de Fraternidade Universal que nascem
as Leis, e os Direitos e Deveres de todos os Cidadãos do Reino de Deus, por
Amor a esse espírito, unem toda a Vida criada à Imagem e semelhança do Filho de
Deus em uma Família Universal, na qual cada Povo é um Ramo da Árvore da Vida. A
Justiça, a Paz e a Liberdade são o Fruto dessa Árvore Divina.
Artigo Terceiro: YAVÉ é DEUS
YAVÉ é o nome do Ser Divino que criou o campo das
galáxias e o oceano de estrelas do Universo. ELE é o Criador do Cosmos e de
tudo o que existe no Universo. Ele é a fonte da qual brota o Futuro de todas as
coisas, às quais, com seu Ser, sustenta e, com sua Palavra, conduz em direção
ao horizonte que jamais se alcança e que tem no Infinito seu nascer.
YAVÉ é a fonte do rio da Vida; ÉL é quem mantém o Futuro
da Plenitude das Nações em crescimento eterno e alegre, e faz com que seu curso
desague no oceano de sua Onisciência. Tudo o que existe no Cosmos, assim como
no Universo, tem n’Ele, YAVÉ, PAI de JESUS CRISTO: sua causa física, a fonte de
energia que permite ao Cosmos crescer pela Eternidade. E sem Ele nada
existiria.
ELE, YAVE DEUS, Pai de JESUS CRISTO, criou o BIG BANG que
deu origem ao Campo das Galáxias, estabelecendo um Antes e um Depois, um Fim e
um Princípio no seio do Cosmos Incriado, seu Universo de Origem. Tudo o que
existe, tanto a Luz quanto as Trevas, existe porque ELE é o DEUS VERDADEIRO,
Senhor do Infinito e da Eternidade, Esposo da Sabedoria Criadora.
YAVÉ é o Nome de DEUS, PAI DO REI: JESUS CRISTO; quem não
crê em seu NOME não conhecerá a Vida eterna; quem não vive em YAVÉ: CRIADOR DOS
CÉUS E DA TERRA, vive na Mentira, e a Mentira será seu túmulo.
Artigo Quatro: Deus é o Senhor
Por direito de Criação, tudo pertence a YAVÉ DEUS. ELE
detém todos os direitos de propriedade sobre toda a Sua Criação. Todas as
coisas, tanto as do Cosmos quanto as do Universo, tanto as do Céu quanto as da
Terra, todas Lhe pertencem, e ELE as governa a partir de Sua Sabedoria
Infinita.
YAVÉ DEUS concedeu a Coroa de seu Reino Universal ao seu
Filho Unigênito JESUS CRISTO, em quem, assim como Ele vive no Pai: nele vive
DEUS. E este JESUS CRISTO, DEUS FILHO UNIGÊNITO, é o Rei da Plenitude das
Nações, que as governa a serviço de seu PAI, e quem tiver outro REI que não
seja o FILHO DE DEUS, aqui na Terra como no Céu, declara-se em guerra contra
DEUS, seu PAI.
Assim como no Céu foi abolida toda coroa, conforme está
escrito no Apocalipse: TU, JESUS CRISTO, DEUS VERDADEIRO DE DEUS VERDADEIRO,
assim também na Terra será abolido todo trono, e todos os joelhos da humanidade
se dobrarão diante do REI UNIVERSAL E ETERNO JESUS CRISTO; o povo que não o
fizer será apagado do Livro da Vida.
Artigo Quinto: O Rei é o Filho Unigênito
Deus concedeu à sua Criação um ÚNICO REI UNIVERSAL E
ETERNO, no qual habita o Espírito do CRIADOR.
O REI possui toda a onisciência e todo o poder em seu
PAI. Seu Pai é YAVÉ DEUS.
Ao Pai cabe a adoração de todas as criaturas do Universo;
ao Filho, a obediência de todos os cidadãos de seu Reino.
O Rei é o Filho Unigênito. Filho Amado: Ele é a causa
metafísica da Criação de Deus.
Como Rei, Ele é o Chefe de todos os exércitos do Reino de
Deus; Ele é o Braço de YAVÉ, seu Pai. Ele é o Príncipe dos príncipes do Céu, o
Primogênito dos filhos de Deus.
Artigo Seis: O Senhor dos exércitos
YAVÉ DEUS é o Senhor dos exércitos de seu Reino. À frente
de todos os exércitos da Plenitude das Nações do Universo, ELE colocou seu
Primogênito, nosso Rei, seu Filho Amado.
Todos os exércitos de seu Reino obedecem única e
exclusivamente ao seu Rei Universal Eterno, e somente à ordem de sua Voz eles
se movem.
Nenhum poder executivo alheio à Sua Coroa detém o Poder
da Guerra e da Paz.
Todas as Nações do Reino de Deus colocam seus exércitos
aos pés do Rei, cujo Conselho detém o Poder da Guerra e da Paz. Esse Conselho
tem no Pai, YAVÉ Deus, sua Cabeça Todo-Poderosa e Onisciente.
Todos os exércitos da Plenitude das Nações são regidos
por esta Lei de Obediência ao Conselho do Rei dos Céus. Nenhum governo detém o
poder sobre os exércitos da nação à qual pertencem. Ao Rei, de fato, e somente
ao Rei, seu Pai, Deus, concedeu esse poder. Seu Filho, nosso Rei, é seu Braço,
o Braço direito de YAVÉ, Senhor dos exércitos.
A Plenitude das Nações do Gênero Humano estabelecerá a
Paz Mundial, consigo mesma e com as Nações dos Povos do Reino de Deus, de
acordo com esta Lei do SENHOR.
O Conselho dos filhos de Deus, da Casa do Rei, terá na
Terra a Voz de seu Pai que está nos Céus. O Poder que se levantar contra a Casa
dos filhos de Deus, invocando divisão contra a Fraternidade Universal com base
no nacionalismo, levanta-se contra o Rei, torna-se inimigo de Deus e será
apagado do Livro da História da Humanidade.
Artigo Sete: O Sumo Pontífice
O REI é o Único Sumo Pontífice da Plenitude das Nações. A
Plenitude das Nações da Criação tem uma única religião, um único Deus e um
único Sumo Pontífice, em torno do qual todos os povos do universo se unem para
adorar o Deus Verdadeiro, YAVÉ DEUS PAI, Criador de todas as coisas, tanto do
Céu quanto da Terra, cujo Espírito Santo anima tudo e mantém tudo em
crescimento saudável e alegre.
Ele é JESUS CRISTO: Sumo Pontífice Universal Eterno. Ele
é o Único SER Vivo que permanece de pé diante do Deus da Eternidade e do
Infinito. Seu Nome é JESUS CRISTO; por Amor a Ele, seu Pai mantém todas as
coisas em existência e vida.
Quem não ama o Filho de Deus não ama a Deus. Quem não tem
a religião do Filho de Deus, não tem religião. Essa religião consiste na
adoração a Deus: PAI e FILHO: duas Pessoas e um único Espírito Divino: Santo,
imarcescível, incorruptível
Quem nega que este Espírito Santo do Criador provém do
Pai e do Filho, nega a Deus; seu destino será o dos inimigos do Rei e de seu
Deus.
Quem nega que o Filho é o Verdadeiro Deus, conforme
confessa a Revelação da Santa Madre Igreja Católica, nega a VERACIDADE de Deus
Pai.
JESUS CRISTO: Rei Universal e Sumo Pontífice Eterno, Ele
é a Cabeça de todas as criaturas do Reino de seu Pai. Sem Ele, não existimos.
Ele é a Videira, o Tronco da Árvore da Vida, do qual se desprendem os mundos como
ramos.
Seu Pai, YAVÉ DEUS, é o VINHADOR, o Jardineiro Divino que
cultiva a Árvore da Vida dos Mundos, Vida à Imagem e Semelhança de Seu Filho;
por Amor a Ele, todos somos adotados como filhos e, como filhos, participamos
de todos os Direitos Divinos naturais aos filhos de Deus. A Vida eterna nos
pertence por Direito de Adoção Verdadeira.
Artigo Oito: A Igreja
JESUS CRISTO, Sumo Pontífice Divino, é a Única Cabeça
Suprema — e, por ser Divina, Visível — de todos os bispos, de todos os
sacerdotes e de todos os pastores da Plenitude das Nações. Somente a Ele devem
obediência eterna e infinita todos os bispos, sacerdotes e pastores que, com
Ele e nEle, formam um único e só Corpo, sagrado e
eterno: a Igreja.
Essa Igreja, seu Corpo, a Esposa de Cristo, conforme está
escrito na Revelação Divina: tem por Morada todo o Reino de Deus e, no meio da
Plenitude das Nações, mantém viva a Doutrina da Eternidade e do Infinito: YAVÉ
é o Deus Verdadeiro e o Pai Eterno
Em JESUS CRISTO, seu Unigênito, YAVÉ DEUS, Seu Pai, tem
sua Alegria eterna; em sua Primogenitura, toda a Criação encontrou sua
Felicidade perfeita. Glória ao Pai, Glória ao Filho, Duas Pessoas, um Único
Espírito Divino, Santo, do qual se diz que DEUS É AMOR.
Artigo Nono: Deus é Juiz
Criador e Fundador do Reino dos Céus, cuja Coroa Lhe
pertence e Ele a compartilha em vida com Seu Filho, pois, sendo Deus, Ele não
pode morrer, e Seu Filho herda em vida a Coroa que, por direito de
primogenitura, Lhe pertence; sendo seu Criador e Fundador, YAVÉ Deus reservou
para o Rei a Presidência do Supremo Tribunal de Justiça, cuja jurisdição
abrange a plenitude das nações de Seu Reino, colocando assim Deus nas mãos do
Rei o poder ilimitado para julgar, na qualidade de presidente do Supremo
Tribunal de Justiça de Seu Reino.
Ao herdar o Filho, ainda em vida, a Coroa que deveria
herdar após a morte do Pai, sendo o Pai Deus: seu Pai abriu seu testamento em
vida para que, ainda em vida, sendo o Filho de suas entranhas, seu Filho desfrutasse
do que de outra forma jamais poderia.
Ele o glorificou ao nascer, abolindo toda coroa e
elevando a Sua até o Trono de Deus, seu Pai; e voltou a glorificá-lo ao
ressuscitar, sentando-o no Trono do Presidente do Tribunal de Justiça de seu
Reino, com poder ilimitado para proferir sentenças, à medida do próprio Deus,
incluindo a Absolvição Universal.
Artigo Dez: A Lei da Igualdade
Todos os cidadãos do Reino dos Céus, na qualidade de
filhos de Deus, independentemente da nação de origem, desfrutamos da mesma
igualdade perante a lei.
Todos os cidadãos do Reino de Deus, sem exceção, desde os
príncipes que se assentam à direita do Pai até o menor de seus filhos, todos os
cidadãos da Plenitude das Nações somos responsáveis por nossos atos perante Sua
Justiça; todos estamos sujeitos à Lei Universal da Igualdade na
Responsabilidade.
Artigo 11: A Lei da Liberdade
Deus é o Senhor e a Ele pertence a terra onde habita a
Plenitude das Nações. Herdeiro de Seu Pai, participante de todos os Seus bens,
o Rei é o Senhor da terra onde todas as Nações habitam. As fronteiras de Seu
Reino se estendem ao redor da Plenitude das Nações. Nós, cidadãos da Plenitude
das Nações de seu Reino, somos livres e desfrutamos da liberdade de movimento
daqueles que têm Deus como Pai e o Rei do Céu como Irmão.
Artigo Doze: A Lei da Fraternidade
Todos os bens e riquezas da Plenitude das Nações, tanto
da terra quanto das pessoas, pertencem a Deus. Todos os cidadãos de Seu Reino,
independentemente de sua nação, possuímos por nascimento o direito de uso e
gozo de todos os bens e riquezas do Universo. É Deus quem multiplica os bens e
as riquezas de Seu Reino, seja por meio da Natureza, seja por meio de Seus
filhos, visando à felicidade da Plenitude das Nações.
Artigo Treze: A Lei da Inteligência
Deus cria seus filhos inteligentes à imagem e semelhança de
seu Filho para o enriquecimento da Plenitude das Nações em todas as classes de
ciências e tecnologias. Sendo Deus a Origem de todo o Conhecimento, todos os
benefícios provêm de sua Onisciência e estão sujeitos à Lei da Fraternidade
eterna. Pois Deus atua em todos para o enriquecimento e o crescimento de todos
no Conhecimento de todas as coisas.
Artigo 14: A Lei da Paz
Nós, filhos de Deus, temos o direito de garantir que a
Plenitude das Nações tenha acesso gratuito e livre à Biblioteca do Conhecimento
Universal, para a satisfação e felicidade de seus povos em tudo o que diz
respeito às necessidades de estruturas e infraestruturas relacionadas às
tecnologias e ciências da paz e da saúde.
A Plenitude das Nações, seja por meio dos Filhos de Deus
e de suas Fundações, a partir de projetos privados ou internacionais, seja por
meio de seu Conselho, tem o dever de disponibilizar todos os meios financeiros
e econômicos necessários para que esta Norma de Sabedoria seja cumprida, e para
que as nações mais distantes do Modelo Social de Civilização se aproximem do
centro universal sem ter que percorrer o longo e estreito caminho trilhado
pelas nações que compõem seu núcleo.
Nenhum Mundo nem nenhum Sistema de Civilização pode
subsistir no tempo e no espaço sujeito a uma diferença crônica e invencível
entre suas Nações. A desigualdade insuperável, resultante da destruição
constante dos modelos temporários, leva os Mundos ao seu desaparecimento da
face do Universo por meio do desgaste progressivo dos recursos naturais e do
aumento cíclico das armas de combate entre aqueles que impõem a desigualdade
como meio de subsistência. Se quem semeia ventos colhe tempestades, o que colherão
aqueles que semeiam tempestades? Oferecer livre e gratuitamente a todos os
povos os frutos da civilização é oferecer a todas as nações o fruto da árvore
da vida: que é a paz.
Artigo Quinze: A Lei da Guerra
O fruto da árvore proibida é a Guerra.
O Direito Natural Divino estabelece que o acesso e a
participação no desenvolvimento das ciências da árvore das Tecnologias de
Defesa sejam proibidos a qualquer agente externo ao Corpo dos Exércitos da
Plenitude das Nações.
O Direito Natural Divino estabelece que o fruto da árvore
das Tecnologias de Defesa esteja sob a administração do Conselho Universal dos
filhos de Deus e, consequentemente, estabelece a proibição expressa da venda de
produtos e informações, sob pena de crime contra a Segurança de seu Reino.
Ninguém pode vender a terceiros, por meio de uma segunda
tecnologia e informação, sem provocar na Comunidade Internacional fissuras
bélicas e, nas nações, terremotos ditatoriais. Para o cumprimento desta Lei
pela Paz e pela Segurança da Humanidade, os filhos de Deus têm o dever de
promover e estabelecer a formação de um Conselho de Chefes de Estado-Maior como
responsável e garante do cumprimento desta Lei, e de submeter esse Conselho ao Tribunal
da Plenitude das Nações do Reino de Deus na Terra.
A história tem demonstrado, com exemplos terríveis, como
as tecnologias de defesa nas mãos de grupos privados se tornam a origem de
terremotos bélicos que arrasam o progresso das nações em desenvolvimento em
nome dos lucros desse grupo de produção, e como tais grupos são inimigos da paz
mundial em todos os níveis, pois, ao terem de viver a todo custo da venda de
seus produtos, a obrigação os leva a criar novas guerras, semeando o ódio entre
as nações como meio de gerar vendas.
Embora, no início, Deus não tenha querido nos introduzir,
por meio da experiência, ao conhecimento da Ciência do bem e do mal, uma vez
provocado o conflito cósmico no qual a humanidade ainda está presa, Deus, em
sua onisciência, dispôs-se a nos conduzir ao conhecimento de todas as leis no
menor tempo possível, mesmo à custa da tragédia tão imensa que esse espetáculo
representa.
Assim, o Conhecimento das leis dessa Ciência é a
plataforma a partir da qual articular a estrutura do Futuro sobre a Rocha de
nossa experiência. Sabendo que o destino de todo mundo sujeito às leis da
Ciência do bem e do mal é seu desaparecimento apocalíptico, nas palavras de
Deus: “seu retorno ao pó cósmico”, a experiência une-se à Ciência para
estabelecer as bases de uma Arquitetura Biopolítica, de acordo com cujos
axiomas e espírito — o bem de todos por meio da participação de todos em tudo —
se articula o Edifício da Plenitude das Nações.
Nesse campo, sem violência, mas sem concessões, todos os
filhos de Deus temos o dever de contribuir com nosso grão de areia, sabendo que
a pedreira da qual cada um de nós retira seu grão tem, em nosso Criador, sua
origem. Portanto: as tecnologias de defesa servem à paz, e o processo de
produção estará sujeito a essa norma de paz e segurança.
Artigo Dezesseis: A Lei da
Segurança
O fruto da árvore da Vida é a Paz.
As nações não podem ter o acesso à Paz bloqueado em
virtude do interesse privado de certos grupos financeiros de caráter internacional; nem nós, filhos de Deus, podemos
aceitar que o gozo da Liberdade fique sujeito aos objetivos desses grupos de
pressão, estrangeiros ou locais, cujas metas e fins têm na desestabilização dos
governos a porta de entrada para saquear e roubar as riquezas das nações.
O Conselho Universal da Plenitude das Nações não pode
garantir a Paz e a Liberdade Internacional sem o Poder para enfrentar esses
grupos, submetê-los às leis e declará-los fora da Lei caso persistam em suas
ações contra a Segurança.
Tendo isso em vista, o Direito Natural Divino estabelece
que o Conselho dos Filhos de Deus esteja investido de todo o poder para
decretar a expropriação dos bens de qualquer associação financeira
internacional que tenha na desestabilização dos governos nacionais seu meio de
lucro.
O Direito Natural Divino estabelece que o Tribunal Universal
dos Filhos de Deus tem o poder de decretar a desintegração das associações
financeiras internacionais que operem sob uma lei de legalidade imperial, sem
validade jurídica nesta Nova Era, e de levar perante a Corte Internacional de
Justiça seus líderes e colaboradores locais, da cabeça aos pés.
A intervenção na economia de uma nação por um grupo de
interesses, físico ou jurídico, externo ao poder legislativo da nação afetada
implica sua invasão por um Estado sem pátria, cuja atividade, embora mascarada
pela legitimidade de operações financeiras, tem como objetivo uma atividade
terrorista internacional, que é a desestabilização do governo de um povo em
função dos interesses do grupo financeiro invasor.
Assim, qualquer intervenção de um grupo de interesses
financeiros contra a legalidade de um governo de Direito constitui um atentado
à segurança, pelo qual se responsabiliza o Estado que apoia os interesses desse
grupo, colocando à sua disposição seus recursos nacionais, sejam eles militares
ou logísticos, sendo que os povos sofrem as consequências, como se tem visto
nos últimos tempos.
Daí se conclui que todo grupo financeiro que, valendo-se
da liberdade internacional, atue na economia de uma nação para desestabilizar
seu governo perde todos os seus direitos internacionais a partir do momento em
que usa a liberdade como meio de empobrecer o povo e o empobrecimento como meio
de desestabilizar a paz.
A história das nações tem demonstrado, com inúmeros
exemplos, como o terrorismo desses grupos financeiros contra um governo
legitimamente estabelecido conduz os povos às profundezas do inferno, destino
que suas vítimas de forma alguma mereciam.
O futuro da humanidade e de um reino que olha para um
horizonte sem fim: só pode desfrutar da alegria e da felicidade de avançar sob
um céu sem nuvens a partir do poder de um Tribunal Mundial para a defesa da
legitimidade dos governos dos povos.
Artigo 17: Lei do Pão
A propriedade de todas as coisas do Universo, tanto dos
Céus quanto da Terra, pertence a Deus, seu Criador.
Todas as criaturas somos alimentadas por nosso Criador
por meio de Sua Criação. Qualquer limitação à produção ou destruição dos bens
da terra cultivável em razão de interesses privados ou comunitários constitui
um crime contra a Humanidade.
Nenhuma razão justifica a morte por fome das nações do
mundo em nome de um mercado que ordena a destruição de milhões de toneladas por
ano de produtos vitais para a vida e o crescimento alegre e saudável das
nações. A capacidade desse mercado e das comunidades de ordenar a destruição e
limitar a produtividade da terra para a produção de alimentos é um crime contra
a humanidade.
Nós, filhos de Deus, temos o direito de abolir essa
capacidade criminosa do mercado de assassinar por fome multidões inteiras em
nome do conceito criminoso de estabilidade de preços. Nenhum preço justifica o
assassinato em massa dos povos da humanidade.
Nós, filhos de Deus, temos o dever de abolir esse sistema
de cotas de produção e libertar a terra das correntes que os interesses dos
líderes de todos os tempos lançaram sobre ela.
Artigo Dezoito: A Lei da Terra
A propriedade legal da terra pertence a Deus, que a criou
para alimentar todas as suas criaturas com os frutos da terra.
Esse Direito Divino confere ao Conselho da Plenitude das
Nações de seu Reino poder ilimitado para a distribuição dos frutos da terra
entre os povos de seu Reino em momentos de necessidade. Nesses momentos, todos
os excedentes armazenados e todas as colheitas estarão à disposição do Tribunal
dos filhos de Deus para socorrer as necessidades dos povos irmãos.
Artigo Dezenove: A Lei da
Propriedade
Todas as criaturas somos irmãos, pelo amor do Filho à
Criação de seu Pai, nosso Criador.
Nosso Criador e Pai determinou que a capacidade da terra
de alimentar seus filhos fosse ilimitada. Mas as guerras entre aqueles que, em
sua ignorância, se rebelaram contra essa Disposição Divina — segundo a qual
todos os recursos são propriedade de todos os homens e estão sujeitos à sua
Distribuição Internacional de acordo com a necessidade —, essas guerras, assim
como a maré apaga da costa a escrita na praia, desfizeram o que Deus fez e
entregaram o direito de propriedade da terra à criatura, deserdando o Criador
de sua Criação.
Daí provém essa loucura das fomes que devoraram multidões
inteiras diante de nossos olhos, tendo assistido impotentes ao espetáculo
desumano da destruição dos alimentos excedentes, por meio do fogo e das cotas,
o Direito Natural Divino estabelece que o abandono da terra cultivável por seus
proprietários temporários implique a reversão, a esse Direito da Criação, do
título de propriedade, que será concedido livre e gratuitamente àquele que der
à terra o que a terra deseja, e por meio dessa satisfação o homem sacie a
necessidade dos seus e de todos os demais seres humanos.
Artigo Vinte: A Lei da Humanidade
A Propriedade Legal da terra cultivável, da qual depende
a vida de seus filhos, pertence a Deus de forma inalienável. Sua propriedade
temporária é concedida àquele que a cultiva, e está disposto no Direito Natural
Divino que ela permaneça em sua família enquanto houver mãos para trabalhá-la.
Pertencendo em usufruto àquele que a cultiva, a terra não
pode ser vendida nem comprada; ao término do trabalho, por falta de mãos
familiares, a terra reverterá ao seu Criador, passando a ser cultivada por quem
continuar a dar à terra o que ela pede: as mãos do homem. Desse trabalho, e não
da tecnologia e das ciências do lazer, depende a vida da Humanidade.
Daí que, quando Deus criou o Homem e, dentre eles, foi
escolher aquele que seria o maior, Ele escolheu para Si um jardineiro, um
camponês, um lavrador. Herdeiro de seu Pai, a quem pertencem todas as coisas,
ao herdar a propriedade da Terra, seu Pai a preservava da pilhagem e da
escravidão às quais, mais tarde, contra a sua Vontade, a terra foi submetida,
encontrando-se — ela que foi criada com capacidade ilimitada — na contradição
de ver seus filhos morrerem de fome.
Essa Propriedade reverte, portanto, para as mãos da
Humanidade, cujo Chefe foi Adão, e atualmente Jesus Cristo, o Legítimo Dono e
Senhor de todas as coisas, tanto do Céu quanto da Terra.
Artigo Vinte e Um: A Lei do Futuro
O Direito Natural Divino estabelece que as mãos que
expropriaram o Senhor de Sua Criação, reduzindo à escravidão os filhos da
terra, não têm nenhum direito sobre a terra. São mãos criminosas.
A história universal é rica em exemplos sem nome e
generosa em lições sem título. A existência do latifundiário é um crime contra a Humanidade, cujo fruto tem se revelado
a ignorância, a miséria e a guerra civil.
A terra pertence àqueles que a habitam e dela vivem,
sustentando a Humanidade com o fruto de seu trabalho, começando por si mesmos e
por seus lares.
Nós, filhos de Deus, temos o direito de abolir essa forma
de crime, herdada do passado, pela qual os filhos da terra eram alienados do
meio que o Criador lhes deu para viver e com o qual participavam da sociedade
por meio da produção dos frutos da terra, sem os quais a Humanidade não pode
viver.
A abolição dessa forma criminosa de administração da
terra será realizada pela Plenitude das Nações do Reino. Assim como é abolida
no Céu, assim também na Terra.
Artigo Vinte e Dois: A Lei da Saúde
Nós, filhos de Deus, temos o Dever de declarar crime
contra a Humanidade a vigilância e a proteção de todas as barreiras que impedem
o acesso de todos os povos do Reino de Deus às tecnologias de Saúde, Física e
Mental dos seres humanos, cuja proteção e vigilância, em nome de qualquer tipo
de sistema e legalidade, constitui a condenação à morte de multidões de
criaturas.
Nós, filhos de Deus, temos o dever de dotar o Conselho da
Plenitude das Nações de um Comitê de Emergência dotado de todo o poder sobre as
empresas públicas e privadas das Nações do Reino de Deus dedicadas à produção
médica, em todas as suas formas, a fim de garantir a distribuição, livre e
gratuita, de seus produtos entre as nações, de acordo com a necessidade.
Os medicamentos são a arma com a qual uma criatura luta
pela vida contra a Morte. Se for privada deles, é lançada na arena dos leões, para
que se alimentem as feras que, até hoje, muitos homens carregam dentro de si.
Mas o Criador colocou todos os recursos de sua Criação
nas mãos de seus filhos para a Vitória de suas criaturas.
Artigo Vinte e Três: A Lei da Sabedoria
Nós, filhos de Deus, temos o dever de financiar e
coordenar todos os esforços dos sábios da Plenitude das Nações, libertando a
Ciência das ciências, da Saúde e d e de todos os interesses privados, estatais
e individuais, criando uma Comunidade Científica unida e consagrada, em vida, à
Vitória da Humanidade contra todas as doenças, hereditárias e seculares, que
parasitam o ser humano desde os dias da Queda de Adão.
Os frutos dessa Comunidade serão Patrimônio da Humanidade
e entregues às Nações, de forma gratuita e livre, para a alegria de todos os
seres humanos.
Artigo Vinte e Quatro: A Lei da Verdade
Todos os filhos de Deus, sem exceção, somos responsáveis
perante a Justiça por nossos atos criminosos contra nossos semelhantes.
Nós, filhos de Deus, temos o Direito de libertar a
Justiça de qualquer tipo de submissão ao Poder Político e Religioso, para que
sejam cumpridos, a partir da Liberdade, os princípios da Verdade, entre os
quais a Igualdade de todas as criaturas aos olhos da Justiça Divina de nosso
Criador é a Rocha sobre a qual se ergue o Seu Reino.
E temos o dever de dotar a Justiça de todo o poder
jurisdicional para garantir que essa Lei seja cumprida por todos os cidadãos,
sem exceção.
Qualquer desvio desse Princípio Eterno e qualquer exceção
a essa Regra Divina é uma porta que conduz ao terrorismo da Ciência do bem e do
mal, de cujas chamas e horrores estamos fartos até o vômito e embriagados até a
ira
Artigo Vinte e Cinco: A Batalha Final
Em Sua onisciência para articular Sua civilização com
vistas à vida eterna, Deus estabeleceu que Seu Reino tenha como coluna mestra
de sua estrutura um Poder Judiciário com poder legislativo ilimitado para
combater o crime, a delinquência, o terrorismo... o mal em todas as suas
formas.
Tendo elevado à Cabeça desse Órgão seu Filho, nosso Rei
eterno, nós, filhos de Deus, temos o Dever de estruturar o Órgão da Justiça de
nossa Civilização à imagem e semelhança do modelo divino, cujo Princípio é a
Verdade e cujo Fim é a Paz.
Sendo o exército dos juízes a vanguarda de choque na
Batalha da Humanidade contra o Crime, em todas as suas formas, cabe ao Poder
Judiciário legislar todas as medidas sem as quais a Batalha está perdida e cuja
aplicação nos garantirá a Vitória.
É nosso dever abolir essa faculdade do Corpo Político de
alienar a Justiça do Poder Legislativo Anticriminal,
sem o qual a batalha contra o Crime Organizado — nacional e internacional —
cresce e estende seus tentáculos até o núcleo duro dos governos democráticos.
Artigo Vinte e Seis: O Modelo Divino
Em sua luta para nos conduzir das trevas à luz da
Verdade, Deus quis que nossa Civilização contivesse em seu seio a semente dos
valores que a Sua contém em árvores maduras, cujo fruto, a Paz, alimenta a
Plenitude das Nações de seu Reino.
É nosso Dever moldar nossa Civilização à imagem e
semelhança da Divina.
Por isso, nós, filhos de Deus da Plenitude das Nações,
temos o dever de assinar a Carta de Adesão ao Tribunal Penal Internacional e
conferir ao seu Órgão plenos poderes executivos para garantir que suas ordens
de prisão contra os culpados de crimes contra a humanidade sejam cumpridas sem
qualquer resistência por parte dos governos aos quais a ordem de captura e
extradição for dirigida.
Qualquer recusa por parte de um governo em se submeter à
Justiça Internacional seja considerada rebelião contra a Humanidade, e que esse
governo fique sujeito a investigação por colaboração e cumplicidade nos crimes
contra a Humanidade perpetrados pelo indivíduo contra o qual o Tribunal tenha
emitido ordem de prisão e extradição.
Artigo 27: Defesa e Liberdade
Na luta comum entre Criador e Criatura, Deus e Homem,
contra os sistemas e males herdados do passado e inerentes à ciência do bem e
do mal, e com o objetivo de impedir que tais sistemas e organizações
criminosas, que sob a bandeira de ideologias e religiões ascendem ao poder
para, a partir dele, devastar os povos — tanto os próprios quanto os vizinhos
—, tenham acesso ao Futuro, nós, os filhos de Deus da Plenitude das Nações,
temos o Dever de fundar um Tribunal de Apelação Universal, perante cujo Tribunal
os povos, vítimas de tais monstros, possam pedir Defesa e Liberdade.
O Tribunal de Apelação Universal defenderá a Causa
perante o Tribunal Penal Internacional e perante o Conselho da Plenitude das
Nações, mobilizando ambos em prol da Liberdade e da Defesa dos povos
aprisionados sob as rodas da Tirania.
O Tribunal decretará um mandado de prisão internacional e
o Conselho mobilizará as forças de captura necessárias.
Todos os governos da Plenitude das Nações trabalharão com
o Tribunal pela Defesa dos Povos, colocando à sua disposição todos os meios
necessários para o desenvolvimento da Vitória de todos contra os tiranos e
ditadores cujo alimento é a carne humana e cuja bebida é o sangue humano.
O Conselho entregará tais monstros ao Tribunal para que
sejam julgados por seus crimes contra a Humanidade.
Artigo Vinte e Oito: A Lei da Vida
O Direito Natural Divino estabelece que os estrangeiros
que fogem em busca de refúgio das guerras civis, e, famintos e sedentos de
Justiça e Liberdade, e temendo por suas vidas, peregrinem em direção a uma
terra prometida em busca da natureza humana que lhes é negada em seus locais de
origem: sejam acolhidos como irmãos e vivam sob a proteção do Direito,
estabelecendo-se como crime contra a Humanidade qualquer forma de escravidão
por parte daqueles que manipulam sua situação para enriquecer, seja por meio do
salário, seja por meio da prostituição.
Fundando sua Criação sobre uma Nova Rocha, contra cujos
átomos se desintegre qualquer possibilidade de ressurgimento da Ciência do bem
e do mal no Universo, Deus amaldiçoou a escravidão e decretou sentença de
Exílio de seu Reino contra o escravizador.
Daí que o Direito Natural Divino estabeleça que nós,
filhos de Deus, temos o dever de submeter todas as coisas à Lei da Igualdade,
de modo que duas pessoas que realizam a mesma tarefa não possam receber uma
miséria, por ser estrangeira, e a outra, glória, por ser filha do país.
Tanto o estrangeiro quanto os nativos, todos somos filhos
da mesma Terra; todos temos direito ao mesmo salário pelo mesmo
trabalho.
Artigo Vinte e Nove: A Lei da Misericórdia
Não há mais do que um tipo de Misericórdia: “Estava com
fome e vocês me deram de comer; com sede e vocês me deram de beber; nu e vocês
me vestiram; doente e vocês me curaram; na prisão e vocês me libertaram”.
Quando, tendo o poder de impedir, se permite que Cristo
morra no homem, o Direito Natural Divino estabelece que o sangue dos inocentes
recaia tanto sobre a cabeça de quem promove isso quanto sobre a de quem
permite.
Nós, filhos de Deus, temos o direito de romper fronteiras
e passar por cima de governos cuja política assassina é a assinatura da
sentença de morte de centenas de milhares de criaturas vítimas das loucuras de
seus governos — loucura alimentada pelos interesses financeiros dos monstros
internacionais que veem na guerra civil controlada uma fonte de lucro e poder.
A inércia de quem assiste ao crime e a de quem o promoveu
são as duas faces da mesma moeda; ambas têm como castigo a mesma sentença: “Ide
para o Inferno ranger os dentes”.
A Misericórdia, de fato, não entra em conflito com a
Justiça, mas a Justiça entra em conflito com a dureza de coração.
Houve certa vez outro rei que, tendo derrotado o inimigo
com um número claramente inferior de soldados, no momento da vitória se deparou
com milhares de derrotados e feridos. Sua decisão salomônica foi matá-los todos
para não ter que alimentar nem cuidar de nenhum deles. Ele era rei e era
cristão; era o rei dos ingleses.
A memória de Deus é infinita e eterna; na hora de
retribuir, Ele o fará com misericórdia, tanto ao cristão quanto ao que não o é,
oferecendo misericórdia àquele que a recebeu de seu próximo, amigo ou inimigo,
conhecido ou desconhecido, e com justiça, seja cristão ou não, àquele que foi
pisoteado pela justiça.
Pois aquele que acredita que, ao confessar que Jesus é o
Senhor, já está salvo — ai dele quando o Filho do Homem se levantar para julgar
segundo a Lei e não segundo a Esperança! —; naquele dia se verá que Deus julga
a cada um pelas obras e não pelas missas nem pelos aleluias cantados em uma
manhã de glórias ao Senhor que nos perdoa todos os nossos crimes.
A misericórdia é para quem a concede, não para quem a
guarda. Mas se não amamos o estrangeiro que está entre nós e o escravizamos sem
misericórdia à vista de todos, retendo seu salário, como nos preocuparemos com
aquele que morre em um campo de refugiados a milhares de quilômetros de
distância?
Se não nos preocupamos com aquele que está na prisão ao
virar da esquina, como nos preocuparemos com aquele que morre na prisão de um
tirano por amor à liberdade?
Aquele que detém o poder e não faz nada é tão culpado
quanto aquele que não lhe arranca esse poder e o entrega a outro que realmente
faça o que deve ser feito.
A fé sem obras é um suicídio, e matar Cristo a partir de uma
fé sem obras é um crime.
Que castigo merecerá aquele que mata o homem que Deus
criou à sua imagem e semelhança, que está em nós, e gerou em nós ao preço da
crucificação de seu Filho?
Artigo Trigésimo: O Dia de Yavé
Todas as nações fomos abandonadas nas mãos de uma geração
de filhos de Deus, todos perversos, rebeldes contra seu Pai, contra quem se
levantaram e a cujo Reino declararam guerra, preferindo a eternidade no exílio
a mais um dia em um universo governado por uma justiça que não faz distinção
entre o servo e o filho, entre o príncipe e o cidadão, estabelecendo sobre
todos a igualdade eterna.
Não acreditando Deus que a criatura ousasse desafiar seu
Criador por meio da política do fato consumado, com o coração traspassado pela
lança da Traição, Deus, o Indestrutível, abriu os olhos e, levantando-se, em
sua dor ergueu a Voz e, colocando sua cabeça como testemunha, jurou esmagar seu
inimigo, dizendo:
Levanto minha mão para o Céu
e juro por minha vida eterna:
quando eu afiar o raio da minha espada
e tomar o julgamento em minhas mãos,
retribuirei com vingança aos meus inimigos
e darei o que merecem àqueles que me odeiam,
embeberei minhas flechas em sangue
e minha espada se saciará de carne,
do sangue dos mortos
e dos cativos, das cabeças
dos chefes inimigos.
Alegria no Céu, tristeza na Terra. Alegria lá em cima
porque Deus havia aceitado o desafio e, com essa mesma luva, agora segurando um
punho de ferro, devolvia o desafio; tristeza aqui embaixo porque a Batalha Final teria como campo de batalha a Terra. Mas regozijo após o
sofrimento:
Regozijai-vos, povo, por seu povo,
pois o sangue
de seus servos, ele vingou-os
de seus inimigos, e fará a expiação
pela terra e pelo seu povo.
Tão grande quanto foi a dor, tão grande é a Esperança; se
a dor foi infinita, a Esperança é eterna, e nela a Vitória, firme:
Tua descendência se apoderará
das portas de seus inimigos.
Reduzidos à escravidão, os filhos de Abraão; em suas
correntes, Deus revelava que não era para Isaque que Ele olhava, mas para
Cristo.
Artigo Trinta e um: O Direito à Verdade
O argumento supremo com o qual uma testemunha pode
comprovar, perante um tribunal, a veracidade de seu testemunho é sua vida, seu
sangue.
Com seu próprio sangue, Cristo estabeleceu a inocência de
Deus em relação a qualquer participação, seja ativa ou passiva, na morte de
Adão, por um lado, e a ignorância de Adão em relação às intenções criminosas do
anjo rebelde por excelência, o chamado Satanás, cabeça da Serpente, por outro
lado.
Por ter havido ignorância, Deus abriu a porta da
Redenção, por meio do sacrifício expiatório pelo pecado.
A Lei da Expiação — pelo pecado do povo e de seu príncipe
— exigia como condição sine qua non a ignorância do transgressor.
A corrupção do judaísmo e a ruptura da Aliança entre Deus e os filhos de Abraão segundo a carne ocorreram quando o
sacrifício se transformou em demonismo, ao fazer com que o transgressor pagasse
primeiro o preço do crime e, em seguida, passasse a cometê-lo — um demonismo
selvagem e monstruoso instituído por costume sagrado que Deus nos revelou no
caso de Judas Iscariotes.
Ou seja, havendo premeditação para o crime, não há
ignorância, e sem ignorância não há perdão; razão pela qual Deus não podia
perdoar aos judeus seu crime, mesmo que Seu Filho o pedisse da Cruz, pois,
tendo sido cometido com premeditação, pervertendo a Aliança de Moisés e
transformando a Lei em Templo do Pecado, a expiação não poderia ocorrer, e sem
expiação não se poderia proceder ao perdão.
Com aquela transformação do sacerdócio aaronita em um
negócio — “quanto maior o crime, maior a recompensa, e vou cometê-lo com o
perdão garantido” —, o judaísmo, em sua ignorância, defendeu o Inferno e sua
ideologia, a mesma que, no Éden, colocou em prática sua filosofia maligna sob a
premissa do perdão divino, com base na Paternidade do Juiz do Céu sobre o
criminoso.
Filho de Deus, pelo simples fato de sê-lo, tudo lhe era
permitido em termos de crimes e delitos; assim, em nome de Deus, por um lado eu
te esfaqueio e, por outro, te amaldiçoo.
Os judeus, estabelecendo um preço pelo delito e
esquecendo-se da condição sagrada para o perdão — a ignorância —, transformaram
o Templo em um negócio lucrativo, quando os próprios sacerdotes depositavam
antecipadamente as moedas de prata no tesouro em contrapartida ao crime que se
dispunham a cometer, fosse adultério, roubo, assassinato ou falso testemunho,
etc.
Filosofia maligna na qual a Igreja Romana caiu e da qual
a Igreja Católica foi salva pela Igreja Alemã nos dias de Lutero, quando, sem
perceber em sua ignorância, a Igreja Católica foi arrastada pela Igreja
Italiana para a transformação do pecado em um negócio lucrativo — chamemos isso
de “o escândalo das indulgências”.
Deus se rebelou contra a Filosofia do Inferno. Nem
defendida por um de seus filhos, como no caso de Satanás, nem defendida por um
de seus servos, como no caso de Arão, jamais aceitaria a transformação de sua
Coroa na corte pagã de um deus dos deuses, cuja saúde os príncipes de seu Reino
poderiam contar com sua bênção na hora de passar o tempo brincando com vidas
humanas, transformando-as em demônios e anjos, policiais e ladrões, maus e
bons, heróis e monstros.
Deus ergueu a mão para o Céu contra um de seus filhos,
Satanás, que ousou levar à cruz seu filho mais novo, Adão; e não ergueria então
o punho contra um servo, Aarão, que se atreveu a pregar na cruz seu Filho
Primogênito?
E como não há três sem dois, o que levou a Igreja a
pensar que Deus permitiria ao seu bispo e à sua corte de cardeais o que não
permitiu nem ao seu servo nem ao seu filho, a saber, que enchessem o cálice com
o sangue de seus crimes?
Artigo Trinta e Dois: O Direito à Misericórdia
Judeus e romanos, todos ficaram presos na mesma
ignorância.
Sobre cristãos e gentios, acima de todos, permaneceu o
véu que impediu os judeus de ver Deus. Aqueles que O viram O amaram com uma
força mais poderosa do que a morte. Mas, quando partiram, seus sucessores
viveram da fé, permanecendo entre eles as palavras proféticas daqueles que
realmente viram Deus, como tochas nas trevas.
Ora, a fé sem o conhecimento perfeito do Filho de Deus se
corrompe. Declaração que os apóstolos se encarregaram de estabelecer em suas
epístolas e que, mais tarde, os séculos se encarregaram de demonstrar: “o
escândalo das indulgências”, a ponta do iceberg.
Misericórdia, portanto, para com todos: judeus e romanos,
cristãos e gentios; pois, em sua onisciência, Deus havia estabelecido que o véu
do Conhecimento perfeito da Divindade não caísse dos olhos de sua criatura
humana até que nascesse a Cristo uma Descendência — essa Descendência nascida
para vencer e conquistar as portas dos inimigos de seu Pai que está nos Céus,
seu Rei.
Artigo Trinta e três: O Direito à Paz
Todos os exércitos do Reino de Deus estão sob o comando
do Rei do Céu, Chefe Supremo do Conselho dos filhos de Deus, à cuja Voz — e
somente à sua Voz — se movem os exércitos da Aliança da Plenitude das Nações do
Universo.
Assim como no Céu, também na Terra, nós, filhos de Deus,
temos o dever de separar os governos políticos das nações membros do Conselho
da Plenitude das Nações, em cujos membros residirá o poder da guerra e da paz,
e perante cujo órgão — e somente perante seu Conselho — os exércitos da Aliança
da Plenitude das Nações deverão obediência.
Sendo a Paz o bem supremo por excelência da Criação, Deus
determinou que esse Poder resida apenas na Coroa de seu Filho, Cabeça Suprema
do Conselho da Aliança da Plenitude das Nações de seu Reino.
O Conselho dos filhos de Deus e o Conselho dos
Estados-Maiores dos exércitos da Aliança da Plenitude das Nações do Reino de
Deus formam, como cabeça e braço, parte do mesmo Corpo, e somente esse Corpo,
cuja Cabeça é o Rei, Jesus Cristo, detém o Poder da Guerra e da Paz.
Artigo Trinta e Quatro: A Lei do Rei
A experiência é a mãe da Ciência. Mas a Ciência a serviço
do homem, enquanto animal político, transforma-se em arma de destruição nas
mãos de uma besta, com aparência humana, nascida do homem, mas desumana, com um
único propósito em mente: impor seu inferno ao mundo.
Sobre esta Lei, Deus estabeleceu o núcleo central de seu
Reino, proibindo o acesso de qualquer governo alheio à Aliança Cristã Mundial às
tecnologias de defesa.
As leis que daí decorrem — a proibição da venda de
informações e materiais fora da Aliança do Rei e a aquisição da propriedade das
indústrias de defesa, para sua transformação em Patrimônio para a Paz
Universal, sujeito ao Conselho dos filhos de Deus — têm como fundamento a
necessidade de estabelecer os pilares de seu Reino de acordo com as dimensões
de infinitude e eternidade da Criação.
Tendo Deus aprendido, por experiência própria, que a
submissão dos exércitos nacionais e internacionais à vontade temporal e aos
interesses passageiros dos governos políticos é a causa da guerra, Ele propôs
uma Nova Aliança pela qual todos os governos colocam seus exércitos em Suas
Mãos.
Antecipando essa Revolução Universal Eterna, Ele se
apresentou diante de nós em Seu Livro como YAVÉ dos exércitos. Se o Homem a
assina ou se recusa a colocar nas mãos de seu Criador o que lhe pertence por
Direito da Criação, isso é outra questão.
Satanás se recusou a assinar a Aliança que Deus e seu
Filho colocaram diante dos olhos de todos nós, homens e não-homens, pela qual
Yavé dos exércitos é o Deus de todos e seu Filho, Jesus, o Rei Universal e
Eterno de sua Criação.
Unigênito e Primogênito, “o Braço de Yahweh”,
o Rei de seus exércitos, Jesus, nosso Jesus Cristo, Origem de nossa Luz, nosso
Mestre e Salvador, Senhor e Rei, as duas condições que o Infinito e a
Eternidade colocam sobre a mesa para o crescimento e a perpetuação de uma
Civilização no espaço e no tempo: Universalidade e Sempiternidade, essas duas
condições cumpridas em sua Natureza de Deus Filho, submetendo todo o Poder à
sua Coroa: seu Pai estabeleceu a Lei do Rei contra a vontade temporal e os
interesses passageiros dos Governos Nacionais e Internacionais, na origem das
guerras — civis e mundiais — que, até o presente, toda a criação tem sofrido.
Por essa Lei, qualquer um que não assinar a Nova Aliança,
sobre a qual Deus recriou de novo seu Reino, assina contra si mesmo, seja filho
ou servo de Deus, a pena de exílio da Criação.
Artigo Trinta e cinco: A Lei da Civilização
Que nenhum homem nem grupo humano seja alvo de
perseguição por seus ideais de justiça. Por essa razão, nós, filhos de Deus,
temos o Dever de abolir qualquer autoridade do Estado que pretenda atacar,
reprimir, demonizar ou controlar as forças que a Imagem Divina, que vive no
Homem, coloca em movimento para sacudir da Sociedade a inércia natural em
qualquer etapa posterior a uma grande vitória.
Qualquer ação do Estado que ultrapasse suas funções
administrativas constitui um crime contra a Sociedade.
A Sociedade nasceu livre e foi dotada por seu Criador de
todas as forças necessárias para, sem a violência do Estado, ser capaz, por si
só, de abrir caminho rumo às fronteiras além das quais se encontra a terra
prometida da Verdade, da Justiça e da Paz.
Essa ideia de Justiça é inalienável porque é Divina e,
qualquer ação do Estado contra ela, como a História já se encarregou de
demonstrar, está fadada à ruína.
Consequentemente, nós, filhos de Deus, temos o dever de
cortar todos os laços pelos quais o Estado se arma para combater a Justiça
Divina que se revela naqueles em quem essa Imagem é mais forte do que a própria
vida.
Assim como, em sua época, a separação entre Estado e
Igreja demonstrou ser um dos pilares da civilização, em nossa época a separação
entre Estado e Governo é, à luz dos fatos, uma necessidade de justiça:
revolucionária e irreversível, ou seja, divina.
Artigo Trinta e seis: A Lei da Justiça
Que todo sacerdote que faça apologia ao crime, ordenando
prisão ou morte contra aqueles cujas ideias divergem das suas, seja levado
perante a justiça humana para responder pelo seu delito de incitação ao crime.
Nós, filhos de Deus, temos o dever de expulsar da sociedade
de nosso Pai todos os servos que, contra o Espírito da Justiça Divina, se
erguem como inquisidores e executores, seja direta ou indiretamente, daqueles
que, segundo seu entendimento, se desviam do caminho.
A Palavra de inteligência e sabedoria é a única arma que
Cristo empunhou contra aqueles que queriam crucificá-lo, e essa Palavra é a
única arma que herdamos, filhos e servos de Deus.
CONCLUSÕES FINAIS
Quando Deus criou o Homem, Ele projetou sobre o nosso ser
a Natureza Social do Seu Ser.
Por natureza social, Deus quis, aproximando-nos de Sua
Natureza, projetar sobre o nosso ser a Inteligência do Seu Ser.
Inteligentes por natureza, Deus quis nos aproximar ainda
mais do Seu Ser, projetando Sua Paternidade sobre o nosso ser.
Por fim, amando-nos com todas as suas forças e vendo que
não encontrávamos nossa natureza de filhos de Deus, Ele nos enviou seu Filho
Primogênito para que, em sua Natureza, encontrássemos a natureza de filhos que
nos foi dada no Princípio.
Filhos de Deus, pela carne ou pelo espírito, nossa
natureza inteligente nos coloca diante do Fato da Sociedade do Reino, na qual
Deus transformou Sua Relação com Sua Criação. Sobre isso, compreendemos o que
foi exposto na Declaração de Princípios: que a Liberdade e o Amor são as duas
colunas eternas sobre as quais Deus ergueu o Edifício dessa Sociedade
Criador-Criatura.
E nos coloca diante da situação em que nosso Deus se viu
ao ter que sair do Conflito Cósmico no qual uma parte de seus filhos o obrigou
a entrar. O Modelo Antigo, anterior à Queda, tendo provocado essa situação,
precisava desaparecer e ser substituído por um Novo, este fundado sobre uma
Rocha Inabalável, cujo horizonte se abrisse para o Infinito e cujo corpo social
estivesse imune a qualquer tentativa de Guerra, para toda a Eternidade.
Diante dessa situação de revolução, Deus teve que adotar
as medidas necessárias, na matriz de Sua Vitória, colocando em primeiro lugar a
fundação desse novo modelo social, ao cujo nascimento tudo o mais deveria ficar
subordinado, inclusive a raça humana, inclusive a dor de Seu Filho, se fosse
necessário.
A Necessidade impôs sua Lei. A Humanidade teria de
continuar sofrendo os golpes do chicote da Guerra Civil perpétua até que a Nova
Estrutura que sua Criação deveria receber ficasse definitivamente configurada.
Com toda a dor de seu Coração, assim deveria ser. A Necessidade impôs que seu
Filho Unigênito bebesse o Cálice da Paixão.
Essa mesma Necessidade precisava alcançar seu objetivo e,
sofrendo a dor passageira dos séculos vindouros, com toda a criação depositando
sua expectativa no bem que o futuro reservava para todos nós, encher a Taça de
Deus com as lágrimas que a dor de dois mil anos lhe serviria em abundância.
Quem, senão ELE, Deus da Eternidade e do Infinito, o Amado da Sabedoria
Criadora, poderia dar uma reviravolta na situação e transformar a tragédia da
humanidade em uma epopeia com final feliz?
Aliviada sua alma com a Obediência de seu Filho, que, ao
preço de seu sangue, nos gerou a todos, colocou em Suas Mãos nossas vidas,
depositando em Seu Julgamento a Esperança da Salvação Universal, na qual toda a
Criação, ao conhecê-la, encontrou o alívio que as laceracões de nossa tragédia causariam ao seu coração.
Um Reino Universal e Eterno, formado por muitos mundos,
cada um com sua origem em tempos e estrelas distintas, crescendo sem limites,
estendendo sem fim suas fronteiras e suas nações.
Uma Igreja Universal e Eterna, à imagem e semelhança de
seu Senhor, depositária das verdades eternas para a alegria de todas as nações
e a glória de nosso Rei.
Um povo, o humano, formado por muitas nações, nação entre
outras nações, cada uma um mundo, todas unidas ao mesmo tronco, a Coroa de
Deus, como os galhos à mesma árvore, a Árvore da Vida.
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a verdade gerará a justiça e a justiça gerará a paz |
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